Luta corajosa na <i>EMEL</i>
Cerca de 80 por cento dos fiscais da EMEL cumpriram, na semana passada, uma greve de cinco dias, iniciada no dia 14 e concluída no dia 18, dando provas de «grande coragem por enfrentarem um ambiente de repressão e de intimidação imposto pela administração», disse ao Avante! Ana Pires, dirigente do Sindicato do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal, CESP/CGTP-IN. Esta foi a terceira greve cumprida por estes trabalhadores durante duas horas por turno, contra a imposição do alargamento dos horários de trabalho semanais, pelo reconhecimento da categoria profissional de fiscal – para que possa ser reconhecida como profissão de risco – e pelo direito à negociação colectiva. Há seis anos que o sindicato exige respeito pela negociação colectiva, mas a actual é já a «quarta administração consecutiva que, mesmo solicitada, nunca contactou o sindicato nem demonstrou pretender respeitar o direito à negociação», explicou a representante sindical. Durante a luta, os trabalhadores detectaram que a administração estava a tentar substituir trabalhadores em greve, procurando impedir consequências no funcionamento da fiscalização. O CESP solicitou a intervenção da Autoridade para as Condições do Trabalho que, ao segundo dia de luta, visitou a empresa, constatou as irregularidade e levantou um auto à administração da EMEL.